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A salvação pela fé

Written by Stefano Mozart on . Posted in Estudo Bíblico

A salvação pela fé é um assunto básico da vida cristã. Infelizmente, muitas vezes é um tema tratado como “tão básico” que deve ser relegado a segundo plano, como um assunto que só precisa vir à tona quando um incrédulo ou um novo convertido estiver recebendo os primeiros ensinamentos acerca do evangelho.

Uma pessoa pode aprender as letras no alfabeto e depois nunca mais pensar ou falar sobre elas, mesmo usando-as para escrever textos sobre os mais diversos e complexos assuntos. Mas um cristão não pode abandonar a salvação pela fé e partir para coisas superiores. Pois, que pode ser superior? Que é mais importante para o pecador que sua salvação? Que certeza mais elevada pode ter o pecador, senão aquela que funda sobre o Salvador?

É por isso que Deus disse essa palavra ao profeta Habacuque, com a instrução de que escrevesse em tábuas, para que a pudesse ler até quem passasse correndo: “Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará. Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé.” (Hb 2:3-4).

É imprescindível, para o cristão, perceber que sua salvação, sua história com Deus, não apenas se inicia pela fé. Ela subsiste e progride pela fé. Toda nossa jornada como filhos de Deus é trilhada pela fé. O justo é gerado pela fé. O justo vive pela sua fé. Creio que foi essa percepção que levou Paulo, em seu “tratado do evangelho” aos irmãos em Roma, a dizer:  “Pois não me envergonho do evangelho, porque é o poder de Deus para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego; visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé” (Rm 1:16-17).

Podemos receber bastante ajuda se meditarmos no significado da expressão “de fé em fé”, utilizada por Paulo na afirmação acima. Ela provavelmente significa que a fé nos conduz, desde nosso “primeiro encontro” com o Senhor, até o dia eterno, em que estaremos para sempre com Ele. É a fé que nos permite desfrutar o poder de Deus no evangelho. Foi a fé que nos salvou, e sempre nos salvará. Talvez seja por isso que, ao revelar nossa habitação final, o Senhor tenha se mostrado como o Cordeiro: para que nos lembremos eternamente de nossa salvação pela fé Nele (Ap 21:22-23; 22:1, 3).

O Senhor Jesus atestou por várias vezes que a fé foi o motivo, a causa, a força motriz da salvação daqueles que O encontravam. Ele disse àquela mulher que foi curada ao tocá-lo: “Tem bom ânimo, filha, a tua fé te salvou” (Mt 9:22). Ao cego, que Lhe pediu apenas que retornasse a ver: “Vai, a tua fé te salvou” (Mc 10:52). À mulher pecadora, que ungiu os pés do Senhor, e os enxugou com seus cabelos: “A tua fé te salvou; vai-te em paz” (Lc 7:50). Essas pessoas foram salvas em situações distintas e foram resgatadas de problemas distintos: mas todas foram salvas pela fé. Diariamente, podemos ser salvos da morte, da cegueira, dos muitos pecados. Podemos ser salvos em diferentes aspectos e diferentes níveis, mas seremos sempre salvos pela fé.

Um dos aspectos mais importantes da salvação pela fé é a justificação, isto é, o perdão de nossos pecados. Pois os nossos pecados fazem separação entre nós e Deus. E o pecador não possui nem é capaz de produzir qualquer sentimento, devoção ou obra que possa transpor essa barreira. Todos os homens foram sepultados debaixo do pecado e não há um justo sequer (Rm 3:10). Essa conclusão é importante, pois orienta o foco de nossa atenção. Se pudéssemos construir uma torre que nos levasse até Deus, isto é, se fôssemos justificados por obras, então deveríamos dedicar toda nossa vida a isso. Mas não somos justificados por obras, somos justificados pela fé. Por um lado, isso indica que a fé deve receber especial atenção. Por outro lado, significa que não podemos nos fiar em nossas obras, que, em última instância, é o mesmo que confiar em nós mesmos.

Na casa de Simão, o fariseu, nenhum daqueles que confiavam em si mesmos lavou os pés do Senhor, nem Lhe deu o ósculo, nem ungiu Sua cabeça. Nenhum deles foi perdoado. Nenhum deles amou o Senhor. Mas aquela mulher pecadora, que não conseguia fazer outra coisa senão chorar, teve seus muitos pecados perdoados. Ela permaneceu aos pés do Senhor. Amou o Senhor. Ela foi salva. Tudo isso pela sua fé (Lc 7:36-50). É claro que não podemos simplesmente “apontar o dedo” para aqueles fariseus e deixar de considerar o fato de que nós confiamos demais em nós mesmos. Por isso a justificação pela fé teve tanto destaque no ensinamento apostólico (At 15:9; 26:18; Rm 3:22-30; Gl 2:16-20; 3:8, 24; Fp 3:9; 2 Ts 2:13; 2 Tm 3:15).

Outro aspecto da salvação pela fé, e que resulta da justificação, é a paz com Deus. Havia uma inimizade “natural” entre nós e Deus, pois a inclinação da carne é inimizade contra Deus (Rm 8:7). Mas agora, “justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo;” (Rm 5:1). A nossa inimizade contra Deus também nos fazia inimigos de Seu povo, nos afastava de Suas alianças e promessas. Mas ao sermos justificados pela fé em Cristo, também foi feita a paz, e, por isso, temos acesso à comunidade de Deus, Sua casa, e às Suas promessas. Temos acesso ao Pai, em um só Espírito (Ef 2:12, 17-18).

Pela fé que nos justificou, nos deu paz com Deus, e nos deu acesso a Ele, também temos acesso à graça. Ser salvo pela fé, portanto, também significa ser salvo pela graça, à qual temos acesso pela fé. “(…) obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus” (Rm 5:2). “Porque pela graça sois salvos, mediante a fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus;” (Ef 2:8).

A salvação pela fé também significa ter Cristo vivendo em nós, viver uma nova vida Nele. Significa andar, agir, pela fé, e não pelo que vemos (2 Co 5:7). Pois é pela fé que Cristo faz morada em nossos corações (Ef 3:17). Pela fé, temos um novo referencial, uma nova realidade, uma nova vida. E assim, somos salvos de viver como vivíamos antes, na carne. “Logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim” (Gl 2:20).

Ser salvo pela fé é também receber o Espírito (Gl 3:2). O derramamento do Espírito era uma promessa feita a todos, a toda carne (Jl 2:28;  At 2:33). Mas apenas quando ouvimos a palavra da verdade, o evangelho de nossa salvação, e cremos, é que, pela fé, somos selados com o Espírito Santo da promessa (Ef 1:23). Pela fé, a promessa se torna realidade: nós recebemos o Espírito (Gl 3:14, 18).

Ser salvo pela fé é também ser firmados na esperança (Cl 1:23; 2 Co 1:24; Gl 5:5). É nos fortalecer pela fé, para ficarmos de pé até o fim (Rm 4:20; 11:20; Lc 21:36; Ef 6:13). Isto é, a salvação pela fé também implica que somos “guardados pelo poder de Deus, mediante a fé, para a salvação preparada para revelar-se no último tempo” (1 Pe 1:5). Assim, a salvação pela fé também diz respeito a uma salvação que é futura, mas que, não obstante, já nos preserva hoje. É uma herança a ser recebida futuramente, mas que pode ser desfrutada hoje (Hb 6:12).

Foi olhando para essa salvação futura, esse quinhão, que, pela fé, muitos obtiveram bom testemunho no passado. “Os quais, Por meio da fé, subjugaram reinos, praticaram a justiça, obtiveram promessas, fecharam a boca de leões, extinguiram a violência do fogo, escaparam ao fio da espada, da fraqueza tiraram força, fizeram-se poderosos em guerra, puseram em fuga exércitos de estrangeiros. Mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos. Alguns foram torturados, não aceitando seu resgate, para obterem superior ressurreição; outros, por sua vez, passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos a fio de espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra ” (Hb 11:33-38).

Essa é a salvação pela fé. É a experiência que, “de fé em fé”, no conduz ao Senhor, nos justifica, nos dá paz com Deus, nos dá acesso à graça e faz com que Cristo habite em nossos corações. A salvação pela fé nos enche do Espírito, nos fez viver de modo digno, nos dá um testemunho, uma esperança. A salvação pela fé é a experiência de usufruir, hoje, a salvação que está preparada para revelar-se no último tempo. Ser salvo pela fé é experimentar tudo isso, todos os dias. É sofrer todos esses efeitos a cada vez que trazemos à memória a morte de Cristo na cruz, o sangue que Ele derramou por nós, e cremos.

“Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras [no sangue do Cordeiro], para que lhes assista o direito à árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas.” (Ap 22:14).

Como só uma criança sabe fazer…

Written by Stefano Mozart on . Posted in Citações, trechos de livros etc

Posso ver aquela cena como se fosse hoje. A sala, as cadeiras de metal, o flanelógrafo, o carpete mofado, e todos os meus amigos da igreja reunidos para o ritual da semana: a escola dominical. Acomodado na cadeira encostada na parede, eu não via nada de especial naquela lição. A reunião era apenas mais uma chance de estar com os amigos, escutando uma história que já tinha ouvido milhares de vezes. Não é exagero; eu tinha ouvido a mensagem singela da salvação pelo menos mil vezes. Meu pai, pastor batista, nunca deixou de compartilhar o evangelho; minha mãe sempre conversava comigo sobre o evangelho; nossa igreja nunca deixou de proclamar o evangelho. Eu já tinha ouvido a mensagem da cruz tantas vezes que, quando a professora começou a repeti-la naquele domingo, a história mais me parecia um par de sapatos velhos, muito confortável, mas comum.

Apesar disso, havia alguma coisa especial naquela mensagem; o Espírito Santo iniciou Sua obra em meu coração. Sem mais nem menos, algo mudou. Percebi de maneira completamente nova que a cruz tinha a ver com o meu pecado, e que aquela história bastante conhecida exigia uma resposta. Fiquei desarmado, convencido de que era pecador. Passei o resto do dia imaginando Jesus pregado na cruz, morrendo e sendo sacrificado em pagamento pelo que eu tinha feito.

Lembro-me vividamente de que, naquela noite, deitado na cama, fiz uma oração simples, como só uma criança sabe fazer, e pedi que Deus perdoasse meus pecados. Não foi a maior confissão que o mundo já ouviu. Também não foi perfeita do ponto de vista da teologia nem precisa do ponto da vista da soteriologia. Mas foi obra do Espírito Santo, que de modo gentil e persuasivo levou a mim, um garoto de seis anos, à cruz do Salvador.

Tad Thompson, autor de “Pais Discipuladores”, Editora Vida Nova, SP 2011

Religião

Written by Stefano Mozart on . Posted in Comunhão


"Religião (do latim religare, significando religação com o divino) é um conjunto de sistemas culturais e de crenças, além de visões de mundo, que estabelece os símbolos que relacionam a humanidade com a espiritualidade e os valores morais. Muitas religiões têm narrativas, símbolos, tradições e histórias sagradas que se destinam a dar sentido à vida ou explicar a sua origem e do universo. As religiões tendem a derivar a moralidade, a ética, as leis religiosas ou um estilo de vida preferido de suas ideias sobre o cosmos e a natureza humana" - http://pt.wikipedia.org/wiki/Religião

A Bíblia narra o surgimento da primeira religião e, nessa narrativa, exibe claramente a origem do ato religioso e os resultados da religião para o homem e para tudo a sua volta. No Édem, homem e mulher tinham acesso irrestrito a Deus. Mais que acessível, Deus era uma constante em suas vidas. Homem e mulher não apenas podiam falar com Deus, Deus mesmo os buscava para comunhão, diariamente. Eles sabiam que não passariam um dia sequer sem encontrá-Lo. Havia suprimento abundante e o único trabalho consistia em não mudar nada, ou seja, em guardar aquele ambiente para que nada interferisse em tão perfeito estado.

Infelizmente, naquele mais tenebroso dia da história da humanidade, mulher e homem optaram por outra vida. Ao comerem do fruto do conhecimento do bem e do mal, decidiram viver uma realidade completamente diferente. Agora, no tocante ao conhecimento do bem e do mal, eram iguais a Deus. Entretanto, logo perceberam que, quanto à justiça, nunca seriam iguais a Deus. Viram-se nus. E, com o fim de cobrir as suas vergonhas, ou melhor, encobrir sua injustiça, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si. Eis aí a primeira religião do homem.

Toda religião consiste na mesma atitude: um método, uma fabricação humana, com o fim de transformar o homem, justificá-lo. Essa atitude é sempre impulsionada pela premissa de que, de certo modo, somos quase perfeitos, quase iguais a Deus. O nirvana budista, o homem bom de Confúcio, a obediência islâmica, a propiciação do sacrifício incessante católico, o bom caráter protestante, a instantânea transformação e o poder espiritual dos pentecostais – todos são nomes diferentes para a mesmíssima folha de figueira, a cobertura que o homem, por sua própria ‘excelência’, cose para si mesmo.

O resultado é que o homem e a sua mulher esconderam-se de Deus ao ouvir a Sua voz. Ninguém lhes ensinou a se esconder. Ninguém lhes disse que não poderiam mais ver a Deus. Adão dá a resposta que explica o resultado interior da religião: ‘tive medo, e me escondi’. A religião propõe métodos, exige atividades, garante resultados. Entretanto, no íntimo do homem religioso existe apenas medo. Medo da morte. Medo de não ser aceito. Medo de, na verdade, não ser como Deus. A religião distorce a percepção humana a respeito de Deus, e distorce ainda mais a percepção humana acerca de sua própria condição.

Quanto à companheira de religião, também companheira de pecado, o que havia no homem era apenas acusação. Medo no coração. Acusação aos semelhantes nos lábios. E, em sua consciência, a insuportável distância de Deus. Mas esse ainda não é o quadro completo da vida religiosa.

A mulher, agora em dores,  daria à luz filhos. O desejo da mulher, agora, era para seu marido, e ele a governaria. Que grande ironia para a mulher que escolheu conhecer o bem e mal com o fim de ser igual a Deus – estava, agora, sob seu marido. O homem foi afastado de Deus e agora também precisava laborar na terra, para, do suor de seu rosto, comer o seu pão. A terra se tornou maldita. E a terra maldita se tornou o destino cruel da humanidade: vir do pó, retornar ao pó. Um ciclo estúpido de tirar da terra, com dificuldade, o sustento para uma vida degradada, fadada a esvair-se na mesma terra.

Talvez seja essa a melhor definição de religião: um ciclo estúpido. O ato religioso repetiu-se na próxima geração. Ao fim de uns tempos, trouxe Caim do fruto da terra uma oferta ao Senhor. Abel por sua vez, trouxe das primícias do seu rebanho e da gordura deste. Agradou-se o Senhor de Abel e de sua oferta; ao passo que de Caim e de Sua oferta não se agradou.

É certo que Caim e Abel ouviram o relato daquele dia tenebroso em que seus pais foram expulsos do jardim. Ouviram acerca do julgamento, das consequências da escolha que fizeram. Ouviram acerca da inutilidade das folhas de figueira e de como seus pais foram cobertos por Deus com a pele de animais. Abel parece ter dado atenção ao relato e imitou Deus no sacrifício de animais. Caim, por sua vez, ignorou completamente a maldição e trouxe do fruto de seu labor na terra maldita, como se, por seu esforço, a maldição se tornasse aceitável. Como se, por seu esforço, ele mesmo se fizesse aceitável.

Abel não inventou nada, e foi considerado justo. Caim, em seu esforço religioso, recebeu apenas a resposta de que o pecado estava à porta, e que era necessário dominá-lo. É evidente que Caim não podia dominar seu ímpeto pecaminoso: matou a seu irmão, mentiu para Deus e se tornou maldito. Mais um ciclo da maldição religiosa se completava. Maldita se tornou a terra, malditos se tornaram Caim e sua descedência.

No princípio, o homem não precisava fazer nada para ter comunhão com Deus. O homem não precisava aprender nada; não precisava provar nada a ninguém; não precisava conquistar, alcançar ou adquirir coisa alguma para ver Deus. Depois da queda, tentou fazer-se digno da presença de Deus fabricando uma cobertura. Tentou tornar-se digno de Deus oferencendo o fruto de seu fatigante esforço. Mas não foi aceito.

Os nomes mudam, as práticas envolvidas também, mas o ímpeto religioso ainda reside em cada ser humano. A religião se reinstala, geração após geração. Se reacomoda a cada cultura. A cada sistema de valores. A cada geração, as palavras de Deus são distorcidas. A percepção acerca de Deus é distorcida. As histórias são mal-contadas. E o erro religioso se perpetua. Quando será que vamos parar de nos esforçar para alcançar Deus? Nossas iniqüidades fazem separação entre nós e Deus, e não há obras que façamos que podem nos justificar (Is 59:2; Gl 2:16). Nenhuma realização, nenhuma conquista, nenhum procedimento nos justificará. Não nos cabe subir ao céu. Não nos cabe reencontrar Deus. Não nos cabe executar a religação entre homens e Deus. Religião é apenas um ciclo estúpido de esforço e maldição.

Não sei se tenho qualquer outra informação útil, ou conclusão, acerca da religião. Mas tenho uma resposta a ela.

A resposta para o vazio, o sentido da vida humana, o caminho de volta… chama-se Emanuel. Deus conosco. Você não encontrará salvação tentando alcançar Deus. Você pode ser salvo pelo Deus que já te alcançou. Que nunca partiu. Que nunca desistiu daquelas afáveis conversas diárias, na viração do dia. Jesus não representa um ideal a ser alcançado. Ele é o testemunho do amor e da presença totalmente amável de Deus. Jesus não estabeleceu a prática correta. Ele é a pessoa de quem precisamos. A pessoa de quem sempre precisamos. A pessoa que sempre esteve próxima, até mesmo no coração, sondando cada um, inquietando cada um com a inigualável sede por Deus.

A religião continuará a te dizer “faça”. Jesus é. Hoje Ele me disse: “Eu sou”. Eu cri. Fui salvo por aquilo que Ele é. Percebi que não precisaria fazer mais nada. Não escrevi esse texto para estar mais perto Dele. Só escrevi para extravasar minha indignação com a maldita religião. A religião que por tanto anos exigiu que fizesse muitas coisas, mas nunca  me deu Jesus. A religião que por tantos anos me fez pensar em que fazer, como fazer. Mas Jesus continua comigo, e continuará aqui, comigo, até a consumação do século. Agora, toda a questão se resume em “quem”. Quero prestar atenção em Jesus. Ele mesmo se deu a mim. Eu cri. Recebi. Chega de fazer. Quero desfrutar.