“Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas. E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.” (Ef 4:10-16)

Confissões

Written by Stefano Mozart on . Posted in Citações, trechos de livros etc

Tarde vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova! 
Tarde vos amei! 
Eis que estáveis dentro de mim, e eu vagava fora, a vos procurar!
Disforme, me atirava à beleza das formas que criastes.
Estáveis comigo, e eu não estava em vós.
Retinha-me longe de vós aquilo que nem existiria se não existisse em vós. 
Me chamastes, gritastes por mim, e rompestes minha surdez. 
Brilhastes, e vosso esplendor à minha cegueira dissipou. 
Exalastes vosso perfume, respirei-o, e suspiro por vós. 
Provei de vós, e agora tenho fome e sede de vós. 
Tocastes-me, e o desejo de vossa paz me inflama.

— Santo Agostinho

A Justiça de Deus

Written by Stefano Mozart on . Posted in Comunhão

Na última semana, terminamos o estudo do capítulo 3 de Romanos lá em casa. A questão que mais me chamou atenção foi a maneira com que Paulo abordou o conceito de justiça.

Ele começa o assunto ainda no Cap. 1 tratando do pecado dos gentios, em geral. Continua no capítulo 2, tratando do pecodo dos judeus, especificamente. E me parecia que ele concluía o assunto na máxima “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Rm 3:23). Mas o evangelho não é a respeito da nossa justiça (ou falta dela). O evangelho é o anúncio da justiça de Deus.

E onde se manifesta essa justiça? No reino milenar? No grande trono branco, quando o último inimigo será lançado no lago de fogo? Era o que me parecia fazer mais sentido. “Mas agora, sem lei, se manifestou a justiça de Deus testemunhada pela lei e pelos profetas; justiça de Deus mediante a fé em Jesus Cristo, para todos [e sobre todos] (…)” Rm 3:21-22.

Se o conceito de justiça está atrelado a regras, e às respectivas punições ou retribuições por cumpri-las, então a manifestação da justiça seria um julgamento. Mas Paulo parece tratar de um conceito de justiça atrelado ao padrão moral, uma justiça subjetiva. Nesse sentido, o sacrifício de Cristo na cruz é a maior e mais clara manifestação da justiça de Deus, de sua moral subjetiva, de quem Ele é…

Deus é amor!