“Aquele que desceu é também o mesmo que subiu acima de todos os céus, para encher todas as coisas. E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.” (Ef 4:10-16)

Um ano e pouco de paternidade (1)

Written by Stefano Mozart on . Posted in Comunhão

Estive bastante ocupado no último ano. Tanto que não escrevo nada neste canal há muito tempo. Graças ao Senhor, ontem completei um ano e três meses de paternidade. Isto é, Tirza, o presente que Deus deu a mim e à minha esposa, completou um ano e três meses. Com a chegada da Tirza, Deus alterou profundamente muitos aspectos de minha vida. Ele operou em minha fé, e um dos aspectos mais marcantes foi a respeito do amor de Deus.

Eu, que sou um homem mal, ao saber da gravidez de minha esposa, desenvolvi imediatamente um grande e inexplicável amor por aquela “pessoinha” que seria gerada. Ela não tinha nada a me oferecer. Nunca me fizera qualquer favor. Eu nem a conhecia. Mas a amei. Meu amor humano e falho pela minha filha me fez entender, valorizar e desfrutar de maneira muita nova e intensa o amor perfeito e eterno que Deus tem por nós.

“Ora, se vós, que sois maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o Pai celestial dará o Espírito Santo àqueles que lho pedirem?” (Lc 11:13)

Mas, de certa forma, meu amor pela Tirza se explica pelo fato de que ela representa uma continuidade daquilo que sou. Me orgulho quando a elogiam. E, em todos os aspectos que pude verificar, ela é melhor do eu sou. Mais tranquila, mais pura, mais doce. É fácil amá-la. Deus, entretanto, me amou e me acolheu sendo eu não apenas contrário ao que Ele é, mas até mesmo abominável. Ele me olhou com compaixão, e com amor me quis como filho. Não só me recebeu, mas deu a Sua própria vida para me gerar como filho legítimo. O justo pelo injusto.

“Porque convinha que aquele, por cuja causa e por quem todas as coisas existem, conduzindo muitos filhos à glória, aperfeiçoasse, por meio de sofrimentos, o Autor da salvação deles.” (Hb 2:10)

Em minha fraqueza, minha condição frágil e mortal, não tenho nada a oferecer. Não há nada de que o Criador necessite. Afinal, Ele trouxe tudo à existência. O amor do Pai por mim não advém daquilo que eu represento ou possa oferecer. Aliás, diante de Seu amor por mim, a única coisa que posso oferecer em retorno é a vida que já pertence a Ele. Pois Dele recebemos a vida, respiração e tudo mais. A única reação possível, então, é viver em resposta a esse tão vasto e profundo amor.

“Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.” (Ef 5:1-2)

E agora, por que amo minha filha e por que, dentro de minhas limitações, conheço o amor de Deus, tenho uma oração diária: que ela conheça esse amor. Eu me preocupo por que sei que muitos desafios virão, e devo me preparar para prover adequadamente muitas necessidades psicológicas e materiais, e em todos os aspectos da vida da Tirza. Mas nada me preocupa tanto quanto a necessidade de mostrar para minha filha, em minha própria vida, o amor de Deus. Não há nada que eu possa fazer que sequer chegue perto daquilo que Deus é, tem preparado e pode suprir para ela. Tenho certeza de que, no momento em que ela tocar esse amor, a vida dela terá sentido, terá esperança. E ela será suprida de toda sorte de bênção. E, em meio a toda essa preocupação, quando oro pedindo a Deus que conduza essa pequenina a Seu próprio amor, meu coração se enche de paz e conforto. Eu sei que Deus a ama.

 

Possessão

Written by Stefano Mozart on . Posted in Citações, trechos de livros etc

“Quando Judas ficou possesso por satanás, não caiu no chão, não virou os olhos, não falou em voz diferente, não ficou doente ou encurvado, não ganhou uma força descomunal. Simplesmente saiu e foi ganhar dinheiro vendendo Jesus aos sacerdotes (Lucas 22:3 a 6). Tem muito mais gente possessa por satanás do que se pensa!”

— Augustus Nicodemus

Relação de vida

Written by Stefano Mozart on . Posted in Citações, trechos de livros etc

Não é meu desejo atacar o denominacional como errôneo. Eu apenas digo, mais uma vez, que, para que o Corpo de Cristo encontre uma expressão local eficiente, a base de comunhão deve ser verdadeira. E esta base é a relação de vida dos membros com o Seu Senhor e a sua pronta submissão a Ele como o Cabeça. Nem estou defendendo aqueles que criam (ou criarão) uma nova seita de algo chamado “localismo” – ou seja, a estrita demarcação de igrejas por localidades. Porque tal pode facilmente ocorrer. Se o que estamos fazendo hoje na vida se tornar amanhã um simples método, de modo que, por seu caráter, alguns que pertencem a Cristo sejam excluídos, que Deus tenha misericórdia de nós e acabe com este método! Pois todos aqueles em quem o Senhor, o Espírito, tem liberdade são nossos e nós somos deles.

(Nee, Watchman. A Direção de Deus para o Homem. São Paulo: Editora dos Clássicos.2004. p. 216)